Três Irmãos
O espetáculo, vencedor do 34º Prêmio Shell de Teatro em 2024 na categoria Dramaturgia, segue com as pesquisas da Cia. Cerne sobre as grandes personalidades brasileiras. A obra explora as complexidades das relações familiares e sociais, trazendo à cena três irmãos que precisam lidar com questões profundas de identidade, memória e pertencimento. Com uma narrativa que entrelaça drama e reflexão social, o espetáculo se destaca pela força dramatúrgica e relevância temática.
Uma História de Rabos Presos
Em uma cidade chamada Egolândia, grande parte da população tem os “rabos presos” entre si. Pior é quando nessas pessoas começam a nascer rabos de verdade. E pior ainda é quando estes rabos começam a se enroscar uns nos outros. Livremente inspirado no livro de Ruth Rocha e com trilha sonora original ao ritmo de funk, o espetáculo ensina aos pequenos o que são rabos presos na política e como eles prejudicam a vida de toda população, fomentando a discussão sobre um fazer teatral direcionado a crianças e adolescentes que toque, de maneira lúdica, em questões sócio-políticas.
Turmalina 18-50
Refaz os caminhos percorridos por João Cândido, líder da Revolta da Chibata, celebrando sua história e combatendo o apagamento de sua memória. O espetáculo resgata um dos momentos mais importantes da luta por dignidade na Marinha brasileira, trazendo à tona as questões raciais e sociais que permearam o movimento. Com uma narrativa potente e emocionante, a montagem homenageia o "Almirante Negro" e convida o público a refletir sobre justiça, memória e resistência.
Vespa Joia
Roberto acaba de sair do presídio. Bete fugiu de sua cidade em busca de proteção. Retomar o curso de suas vidas é terreno perigoso quando o passado insiste em manter-se vivo, relembrando diariamente quem são e por que assim os são. O ser humano é dividido em duas classes: as baratas e as vespas-joia. Baratas precisa aprender a ser baratas. Senão, tudo dá errado.
Era Uma Vez um Tirano
O clássico da literatura infanto-juvenil “Era uma vez um Tirano”, escrito por Ana Maria Machado, narra a história de um lugar feliz e colorido, não se sabe se aqui pertinho ou muito longe, cujo povo perde sua liberdade a partir do momento em que um ditador toma o poder.
Natal de Repente
Em um vilarejo distante e esquecido, o povo pobre, em sua lida diária, se esquece do Natal, até que chegam ao arraial contadores de história que percebem o sofrimento daquela gente e resolvem oferecer-lhes algum momento de alegria. Para a surpresa dos artistas, o povo não apenas se diverte como passa a interagir diretamente com a história, culminando com a montagem de um lindo presépio feito pelos moradores, utilizando seus próprios materiais de trabalho, como enxadas, bacias e demais ferramentas. (Montado em parceria com a Cia de Arte Popular)
Mães de UTI
Mães de UTI é resultado de pesquisas sobre prematuridade extrema (bebês nascidos antes dos 6 meses de gestação). O espetáculo, que foi concebido a partir de relatos reais colhidos através de entrevistas com mães de prematuros, aborda, na fronteira entre ficção e realidade, as dores, angústias e alegrias por que passam milhares de mulheres que, diariamente, vivem a experiência de fazer da UTI neonatal o seu lar, enquanto acompanham o desenvolvimento de seus filhos.
Joio
Nascido a partir da uma história real e de um estudo sobre a traição, Joio conta a história de Jéssica, adolescente que tem a trajetória de sua vida alterada após ser vítima de abuso sexual. Com o agravamento da dependência química de sua mãe, a menina divide-se entre proteger suas irmãs ou proteger a si mesma. Joio fala sobre tragédias urbanas contemporâneas que raramente se tornam conhecidas. O espetáculo dá voz a personagens anônimos, que vivem em um grave e constante universo de violações, sujando-se de afeto e rancor, vacilando entre a esperança e o trauma, em um espaço onde o medo e a incoerência de ser humano conduzem cada ação.
Ainda Aqui
A trama Ainda Aqui se desenvolve a partir do desaparecimento de Maurício, torturado e morto político, e do desenvolvimento do Alzheimer na mãe, Maria, que, esquecendo-se repetidamente da morte do filho, confina a si mesma e ao marido num eterno retorno à dor da perda. Ainda que tenha como pano de fundo um contexto político, o espetáculo se passa no ambiente familiar e constrói, aos poucos, uma grande história de amor e afeto.








